28 de fev. de 2012

Quando um peixe não é um peixe? (mimetismo)



O que você está vendo na foto acima? A resposta parece óbvia: um mexilhão (molusco bivalve) e um pequeno peixe! Mas isto não está correto! O que é mostrado na foto é somente um animal, um mexilhão. E o peixe? Não há peixe na foto, o que parece um peixe é uma parte do corpo do mexilhão.

Moluscos possuem o corpo dividido em uma cabeça, uma massa visceral e um pé. Nos moluscos bivalves a cabeça não é diferenciada, a massa visceral é a parte que abriga os órgãos vitais, está dentro da concha, e o pé é uma estrutura muscular achatada utilizada para enterrar o molusco no sedimento. O tegumento dos moluscos é chamado manto e é responsável pela produção da concha.  
  
Figura: Molusco bivalve com o pé muscular projetado para fora da concha.

Em alguns moluscos do gênero Lampsilis, como o mostrado na 1ª foto, o manto possui projeções externas sobre pé, uma modificação que resulta em uma estrutura que se assemelha ao pequeno peixe, com estruturas que lembram nadadeiras, cauda e olhos e inclusive realiza movimentos como se fosse um peixe.

Significado da adaptação

Muitos moluscos bivalves de água doce após produzirem seus óvulos os guardam dentro do corpo e recebem os espermatozóides liberados na água pelos machos das redondezas. Após a fecundação os ovos iniciam o desenvolvimento embrionário em uma espécie de bolsa (marsúpio) localizada no manto. Quando as larvas estão formadas elas são liberadas na água para procuraram pequenos peixes e penetrarem nas brânquias para serem transportados pelos peixes facilitando a dispersão pelo ambiente.

Figura: Molusco bivalve de água doce lança na água suas larvas que penetram nas brânquias do peixe e são transportados pelo ambiente facilitando a dispersão pelo ambiente.

Em alguns moluscos do gênero Lampsilis, que possuem a estrutura semelhante a um peixe, a reprodução ocorre da forma descrita acima, mas com uma vantagem adicional, a imitação do peixe funciona como uma isca que atrai peixes carnívoros. Quando a cauda da isca é mordiscada pelo peixe verdadeiro, o molusco expulsa um jato de água na boca do peixe contendo as larvas que após engolidas de prendem as brânquias do peixe.

Vídeo ilustrando o “peixe-isca” (imitação) atraindo um peixe carnívoro.

26 de fev. de 2012

Conheça o "Google Street View" dos mares

Em setembro de 2012 o Google em parceria com uma universidade e uma emprese de seguros pretende dispor aos internautas uma versão subaquática do Google Street View, chamada projeto Catlin Seaview Survey. O projeto pretende mostrar a principio imagens em 3D da grande barreira de recifes da Austrália. Embora o projeto ainda não esteja pronto há uma versão demo do em seaview.org. Achei muito interessante! Quem quiser fazer uma média com o professor de biologia indique esta postagem.


Acesse o a versão demo do Seaview.

23 de fev. de 2012

Conheça a Wikiaves: Aves do Brasil



Se você é biólogo ou gosta de fotografar e observar aves um site imperdível é a Wikiaves. É dedicado as aves do Brasil. Conta com um grande acervo de fotos, cantos, informações, classificação de aves, distribuição de espécies por estado e mesmo por municípios do Brasil. Além de poder acessar gratuitamente as informações, pessoas que contribuam com doações para o site podem interagir mandando fotos e tendo uma série de facilidades.


Estatísticas WikiAves (em 23/02/2012)

  • Total de fotos: 439023
  • Total de sons: 26967
  • Espécies registradas: 1737
  • Espécies com foto: 1717
  • Espécies com som: 1426
  • Total de usuários: 9476


Indique este postagem para  professores de biologia com certeza eles vão agradecer.

Acesse a Wikiaves 

21 de fev. de 2012

Quando uma “formiga” não é uma formiga?



A foto acima é de uma formiga? Será?

Formigas são artrópodes da classe dos insetos, e como tal, possuem o corpo dividido em três partes, cabeça, tórax e abdome. Articulados ao seu corpo há três pares de patas, um par de antenas, dois pares de asas e um par de mandíbulas. Possuem também na cabeça um par de olhos compostos (omatídeos).

Figura: Formiga verdadeira.

Já aranhas são artrópodes da classe dos aracnídeos, e como tal, possuem o corpo dividido em duas partes, cefalotórax e abdome. Articulados ao corpo há 4 pares de patas, um par de pedipalpos e um par mandíbulas modificadas a inoculação de veneno, as quelíceras. Os aracnídeos possuem vários pares de olhos simples e não possuem antenas. A aranha da primeira foto aparenta ser uma formiga, pois possui o cefalotórax e o abdome alongados e estreitos ficando com a forma semelhante a de algumas formigas. Andam com o primeiro para de patas projetadas para cima para que pareçam antenas. Possuem um coloração típica de algumas aranhas.  
Figura: Aranha mimetizando uma formiga.

Um caso de mimetismo

É! A “formiga” acima não é uma formiga! É uma aranha mimetizando uma formiga. A semelhança entre esta aranha e uma formiga é um caso de mimetismo, um processo onde uma espécie mimética apresenta características que a tornam semelhante uma espécie modelo. A aranha (espécie mimética) apresenta forma, tamanho, coloração, comportamento que a torna semelhante a uma formiga (espécie modelo). Tal semelhança ajuda estas aranhas a se protegerem de predadores naturais que temam formigas, permite que a aranha passe despercebida entre formigas predadoras de aranhas e ainda facilita a captura das formigas pela aranha.

Mais exemplos de aranhas mimetizando formigas



Vídeo de uma aranha mimética de formigas


18 de fev. de 2012

Os elefantes

Os elefantes


Os elefantes são mamíferos que pertencem à ordem Proboscidea. Os integrantes desta ordem são caracterizados por possuir grande tamanho e uma tromba desenvolvida. Atualmente há dois gêneros de proboscídeos: o elefante africano (A) e o elefante asiático (B), com poucas espécies. 


Mas no passado a ordem foi muito mais diversa, há no registro fóssil o reconhecimento de mais de 170 espécies, entre eles o Deinotério (A), Mamute (B) e o Mastodonte (C).



A função da tromba

A tromba é uma das características marcantes dos elefantes. É um órgão musculoso formado pela fusão dos lábios superiores e o nariz. Sendo um nariz modificado possui certamente função olfatória. Mas seus fortes e precisos músculos transformam a tromba em uma espécie de “mão” com a qual os elefantes pegam alimento e levam a boca. A tromba também serve para aspirar água. A tromba é um órgão táctil e também serve as carícias aos filhotes e a golpes de defesa.


 A função das grandes orelhas

Os elefantes são animais de grande tamanho que possuem uma superfície muito grande exposta ao sol o que leva seu corpo a um grande aquecimento. As grandes e finas orelhas dos elefantes funcionam como um dispersor de calor, uma espécie de radiador. São intensamente vascularizadas perdendo calor da circulação para o ambiente. Os elefantes africanos que vivem na áfrica sob clima muito mais quente que o elefante asiático, possuem orelhas maiores.

Importância ecológica

Os elefantes são herbívoros que comem grandes quantidades de vegetais diariamente. Durante suas jornadas a procura de alimento produz trilhas no ambiente que facilitam a locomoção de outras espécies, abrem clareiras na vegetação, permitindo a renovação da vegetação e pelas suas fezes dispensam sementes dos vegetais que consomem.

17 de fev. de 2012

Por que as cobras projetam a língua para fora da boca?



Não é falta de educação! O hábito de projetar a língua constantemente para fora da boca faz parte de uma estratégia para localizar alimento. Conforme os animais trafegam pelo ambiente eles deixam uma série de vestígios: os gases que exalam, o suor, os pêlos, a urina e as fezes. As cobras podem detectar estes vestígios pelo olfato. Nas cobras o sentido do olfato ocorre a partir de dois locais: das narinas e dos órgãos de Jacobson localizados no céu da boca. Quando as cobras colocam a língua para fora, a língua recolhe os vestígios dos animais no ar ou no solo e os conduzem até os órgãos de Jacobson permitindo a cobra sondar o ambiente a procura de alimento.

Figura: Língua de uma cobra recolhendo vestígios de outros animais do ambiente e levando-os os órgãos de Jacobson (órgão olfatório) auxiliando na localização do alimento.

   

15 de fev. de 2012

Gaviões - Adaptações predatórias


Os gaviões são aves de rapina que apresentam em seus corpos uma série de características morfológicas e fisiológicas ao hábito predatório.


1.   Os Olhos: os olhos dos gaviões são relativamente grandes, fazendo da visão o seu sentido mais desenvolvido. Ambos os olhos são posicionados para frente permitindo uma visão bifocal que localiza com precisão as presas. Certamente pode-se dizer que possuem uma das melhores capacidades visuais do reino animal.

2.    Bico: O bico dos gaviões é claramente uma adaptação morfológica ao hábito predatório, são grandes, curvos adaptados a alimentação carnívora.
  
3.   Patas e garras: as patas das aves predatórias possuem dedos adaptados a predação, com garras espessas adaptadas a agarrar a presa e rasgá-la.

4.    Audição: a audição muito aguçada detectando ruídos tênues de suas presas, especialmente nas espécies semi-noturnas.

Sugestão de vídeo - Brasil é o Bicho: As aves de rapina

12 de fev. de 2012

O que é uma biópsia?



Biópsia é um exame microscópico de uma amostra de um tecido biológico vivo a procura de sinais de patologias como o câncer, infecção, doença degenerativa e efeitos adversos de um tratamento médico quimioterápico ou radioterápico. A retirada do tecido alvo da biópsia podem ser feita, de modo geral, através de uma cirurgia ou por aspiração com uso de uma agulha. Após a retirada da amostra, ela passa por uma série de procedimentos histológicos que culminarão com a montagem de lâminas que serão analisadas pelo patologista, que emitirá um laudo concluindo se no tecido observado há alterações que indique alguma patologia.

Exemplo da importância de uma biópsia?

1. Uma mulher após o auto-exame de mama detecta nódulos endurecidos, o que a preocupa muito, pois pode ser um sinal de câncer de mama.

Figura: Auto-exame de mama - Click para ampliar.

2. Preocupada procura um médico que indica a realização de uma mamografia.


3. A mamografia revela alterações no tecido mamário que podem indicar o desenvolvimento de um câncer de mama, mas também podem indicar outras patologias.

Figura: Mamografia normal.

Figura: mamografia com suspeita de câncer

4. É indicada a realização de uma biópsia.

Figura: Retira de uma amostra do nódulo da mama.

5. Através da análise laboratorial do tecido mamário extraído na biópsia pode se detectar se o nódulo é devido à presença de um cisto mamário, um tumor benigno ou maligno.


Figura: Tecido mamário normal.

Figura: Tecido mamário com aspecto indicando a presença de cistos mamários.


Figura: Tecido mamário com aspecto canceroso.

6. Baseado no resultado da biópsia indica-se o tratamento mais apropriado.  


Vídeo explicando como ocorre uma biópsia de mama.


10 de fev. de 2012

Os Marsupiais

Os Marsupiais

Os mamíferos marsupiais envolvem cerca de 250 espécies distribuídas no continente Americano e principalmente na Austrália. São exemplos de marsupiais os gambás, diabos - da tasmânia, os cangurus, os coalas, entre outros.

Figura: Exemplos de marsupiais

Os marsupiais são mamíferos primitivos (Methateria) que não possuem uma placenta verdadeira, mas sim um rudimento chamado placenta vitelina que apesar de sustentar o embrião no inicio do desenvolvimento não consegue fazê-lo até o final da gestação. Ao nascer o filhote prematuro é abrigado em uma bolsa cutânea ventral, o marsúpio, para ser protegido e alimentado pelos mamilos que secretam leite.  
Figura: No esquema é mostrado a localização do marsúpio em um canguru. Foto de um canguru recem nascido (prematuro).

Na América os marsupiais predominantes são os gambás e cuícas, mamíferos primitivos de pequeno tamanho típicos de regiões tropicais florestais. São animais noturnos, predominantemente insetívoros. São evitados por seus predadores devido ao desagradável odor que exalam, especialmente em momentos de estresse por glândulas anais. Para se proteger dos predadores muitos gambás simulam a morte. São muito férteis, a gestação é curta para os padrões de mamíferos (três semanas), geram muitos filhotes, até 18 em alguns casos. Ao nascerem os filhotes prematuros são carregados do marsúpio. Quando crescem são carregados em suas costas.

Figura: Gambá simulando a morte.

Sugestão de vídeo: O nascimento de um canguru.


7 de fev. de 2012

Os Morcegos



Os morcegos são mamíferos da ordem dos quirópteros (Chiroptera, do termo grego cujo significado significa “mãos aladas”). Compreendem uma ordem bastante diversa, que agrupa mais de 400 espécies.

Figura: Exemplos da diversidade de morcegos
Click na figura para ampliar

São os únicos mamíferos verdadeiramente voadores. Os morcegos e as aves são os únicos vertebrados que conseguem voar graças a uma adaptação em comum, os membros anteriores transformados em asas. Este aspecto corresponde a um caso de convergência adaptativa, um processo que seres de classes taxonômicas distintas possui característcas semelhantes.

Outra característcas típica dos morcegos é a ecolocalização, a capacidade de orientar-se e reconhecer os objetos mediante um mecanismo acústico, uma espécie de sonar.

Como os morcegos evoluíram?

Os aspectos evolutivos dos morcegos são imprecisos no registro fóssil. Mas provavelmente, entre os mamíferos atuais os mais semelhantes aos ancestrais dos morcegos são os mamíferos insetívoros.
Como os morcegos, alguns mamíferos da ordem insetívora são pequenos, arborícolas, noturnos, com capacidade visual reduzida compensada pela ecolocalização. Talvez estes insetívoros possuíssem patas palmadas, o que permitiam que eles realizassem curtos saltos com queda controlada.
Figura: Representação de uma mamífero da ordem dos insetívoros com características dos ancestrais dos morcegos: hábitos noturnos, pequenos, olhos reduzidos, atividade ecolocalizadora capaz de localizar insetos em uma noite escura  

A força evolutiva que pode ter selecionado a capacidade de vôo dos morcegos ancestrais pode ter sido uma adaptação dos insetos a predação das aves. A principio os insetos tinham hábitos diurnos, mas com o surgimento das aves, predadores visuais por excelência, os insetos capazes de realizar suas atividades no período noturno passaram a ter uma vantagem adaptativa. Os mamíferos insetívoros com capacidade de ecolocalização ocuparam este nicho ecológico vago, a capacidade de capturar insetos noturnos, reduzindo a competição com as aves diurnas.
Figura: Estágios da evolução das asas dos morcegos a partir de um mamífero da ordem dos insetívoros.

As adaptações aerodinâmicas ao vôo parecem ter sido a seleção de corpos leves, redução de tamanho das patas posteriores e patas anteriores amplas com uma membrana entre os dedos para providenciar uma grande superfície de contato com o ar.

As asas dos morcegos são semelhante a das aves?

Aves e morcegos são vertebrados que possuem asas capazes de sustentar vôo coordenado. Mas as asas dos morcegos são muito distintas das aves. As asas do morcego são patas anteriores grandes em relação ao tamanho do corpo, especialmente pelo grande tamanho de algumas falanges (ossos dos dedos). Entre o pescoço e a cauda, sustentada pelas grandes falanges, há uma membrana fina que oferece ampla superfície de contato com o ar, chamada petágio. A membrana das asas é muito sensível a informações de pressão do ar, pois possuem muitas terminações nervosas e órgãos de irradiação de calor pela intensa vascularização que possuem.

Figura: Morcego exibindo suas asas. Note que as asas são formadas por uma fina membrana que se estende da região do pescoço até a cauda, sustentada principalmente por dois longos dedos das patas anteriores. 

Todos os morcegos são sugadores de sangue?

Muitas pessoas relacionam morcegos com vampiros, animais que se alimentam de sangue. Embora realmente algumas espécies sejam hematófagas (consumidoras de sangue), a grande maioria das espécies apresenta outros hábitos alimentares: insetívoros, frugívoros, polinívoros e carnívoros.

Figura: Morcego hematófago sugando o mamilo de uma porca.

Figura: Morcego insetívoro capturando inseto.

Figura: Morcego frugívoro se alimentando de uma banana.

Figura - Morcego polinívoro com língua extensível, uma adaptação ao hábito alimentar. 

Figura: Morcego carnívoro alimentando-se de uma pequena rã.


Como os morcegos se orientam na escuridão?

Os morcegos emitem durante o vôo, pela boca e pelo nariz, sons ultra-sônicos inaudíveis aos humanos. Estes sons ao baterem sobre superfícies imóveis e móveis retornam a ampla orelha dos morcegos. A detecção deste eco permite aos morcegos o vôo coordenado de uma reunião de morcegos, detectarem movimento de objetos, sua forma e dimensão.

Figura: Esquema da ecolocalização dos morcegos.

Figura: As grandes orelhas dos morcegos são uma adaptação a captação de ecos de sons por eles emitidos.

Por que morcegos vivem em cavernas?

Muitos morcegos vivem em cavernas, especialmente durante o dia para se refugiarem da predação de aves de rapina, como falcões e gaviões. Alguns vivem em penhascos, em espaços entre rochas e em galhos de florestas densas. Os morcegos podem se adaptar a presença humana, se refugiando durante o dia em telhados, celeiros, túneis, debaixo de pontes e pontos protegidos de muros.

Por que os morcegos dormem pendurados e enrolados nas asas?


Dormir pendurado é importante para os morcegos pois eles se colocam em uma posição elevada o que permite o voo, visto que eles não possuem asas potentes que permite faze-lo diretamente a partir do solo. Quando um morcego está no solo, ele tem que escalar as pedras ou o tronco de árvores para se posicionarem em um altitude favorável ao início do voo. O solo de uma caverna pode abrigar muitos predadores, se posicionar no teto é uma maneira de evitá-los. O solo de uma caverna é uma região muito fria e úmida, pela ausência de incidência dos raios solares e enxurrada da chuva, o que dificulta a manutenção do calor corporal dos morcegos. Se pendurar no teto da caverna e em suas paredes afasta os morcegos do solo frio diminuindo a perda de calor para o meio. A fim de auxiliar na manutenção do calor, os morcegos exibem outro comportamento curioso, se enrolam completamente com suas asas durante o repouso. 

Figura: Morcego fixado no teto de uma caverna durante o dia enrolado em suas asas para manter o corpo aquecido. 

Sugestão de vídeo: 

Como funcionam os morcegos (parte 1 de 2)

Como funcionam os morcegos (parte 2 de 2)


Para citar esta postagem:

Faqbio: Apoio ao estudo de biologia - "Os morcegos " - http://faqbio.blogspot.com/2012/02/os-morcegos-os-morcegos-sao-mamiferos.html



6 de fev. de 2012


Relações ecológicas

Os seres vivos estabelecem várias formas de relações ecológicas na natureza. As relações ecológicas são classificadas de forma geral em intra-específica em interespecíficas. As relações intra-específicas são aquelas que ocorrem entre indivíduos de uma mesma espécie. As relações interespecíficas ocorrem entre indivíduos de espécies diferentes.

Principais tipos de relações ecológicas


Praticando: Analise as fotos e classifique as relações ecológicas apresentadas

1) Um atobá-pardo foi fotografado usando uma tartaruga como bóia. A cena foi registrada perto da praia Los Cobanos, 84 km a oeste de San Salvador, em El Salvador.

  
2) Um cão-da-pradaria foi atacado por estorninhos no zoológico de St. Louis, no Missouri (EUA), que tentaram roubar sua noz. A luta bizarra por comida foi registrada pelo fotógrafo Tad Arensmeier. Apesar dos ataques, o cão-da-pradaria conseguiu manter sua noz.


3) Uma garça foi flagrada  ainda com o bico sujo, após capturar um roedor em um parque em Seattle, no estado de Washington (EUA). Segundo o fotógrafo Steve Ringman, a ave estava caminhando lentamente quando mergulhou o bico no chão e conseguiu pegar a presa.



Respostas:

1) Foresia (relações de transporte que uma espécie faz com outra, ou seja, quando um animal conduz outro ou uma planta sem tirar proveito ou prejuízos deste transporte). 

2) Competição intra-específica entre os pássaros (relação onde indivíduos da mesma espécie lutam entre si por diversos fatores, como parceiro reprodutivo, domínio do território, alimento, habitat, defesa da prole, disponibilidade de água, de luz, de nutrientes, ...). 

Competição interespecífica entre os pássaros e o cão da pradaria (relação onde indivíduos de espécies diferentes lutam entre si por diversos fatores, como parceiro reprodutivo, domínio do território, alimento, habitat, defesa da prole, disponibilidade de água, de luz, de nutrientes, ...). 

3) Predação (uma espécie usa outro como fonte de alimento)