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2 de jul. de 2013

Lâminas de Histologia: Osso Trabecular (Crânio)


O osso trabecular é encontrado formando a maior parte da estrutura dos ossos curtos, chatos e irregulares, como os do crânio, da mandíbula, das costelas, do esterno e da pelve. O osso trabecular é também conhecido como osso esponjoso.

O osso trabecular é formado por uma trama irregular de finas colunas ósseas chamadas trabéculas ósseas. Entre as trabéculas existem espaços preenchidos por vasos sanguíneos e pela medula óssea vermelha. A medula óssea vermelha é formada por tecido hematopoiético que forma as células sanguíneas.

O osso trabecular, como qualquer tipo de osso, é envolvido por uma camada de tecido conjuntivo denso não-modelado chamado periósteo. O periósteo é dividido em duas porções. A mais externa possui poucos fibroblastos e é rico em fibras colágenas. É chamada porção fibrosa. E uma interna muito densa em células osteogênicas e osteoblastos. As células osteogênicas se dividem constantemente e se diferenciam em osteoblastos. Os osteoblastos secretam a parte orgânica da matriz óssea, principalmente o colágeno. Os osteoblastos são envolvidos pela matriz e se diferenciam em osteócitos que secretam a parte inorgânica da matriz do tecido ósseo. Os osteócitos são abrigados em uma região da matriz chamada lacuna.


Revestindo internamente o espaço presente entre as trabéculas há o endósteo, uma camada de células osteogênicas e osteoblastos que formam mais matriz óssea. 

Lâminas de Histologia: Placa Epifisária


Em um osso longo, como o úmero localizado no braço, as extremidades são chamadas de epífises, a porção longa, cilíndrica do osso é a diáfise. Entre a epífise e diáfise há uma região chamada metáfise. Na metáfise de ossos com capacidade de crescimento em comprimento há uma região cartilaginosa, chamada placa epifisária. A placa epifisária também é chamada de disco epifisário, disco de crescimento ou cartilagem de conjunção. A placa epifisária é uma camada de cartilagem hialina que permite ao osso crescer em comprimento.

A placa epifisária é formada por quatro zonas:
  1.        Zona de cartilagem em repouso
  2.        Zona de cartilagem em proliferação
  3.        Zona de cartilagem hipertrófica
  4.        Zona de cartilagem calcificada

Na zona de cartilagem em repouso próxima a epífise óssea possui pequenos condrócitos no interior de lacunas distribuídos de forma dispersa. Nesta zona eles não influenciam no crescimento ósseo, por isto é denominado zona de repouso.

Na zona de cartilagem em proliferação os condrócitos aumentam ligeiramente de tamanho e realizam sucessivas divisões celulares, aumentando muito em número e dispostos em fileiras.

Na zona de cartilagem hipertrófica os condrócitos aumentam muito de tamanho e continuam dispostos em fileiras.

A multiplicação dos condrócitos na zona de proliferação e o seu crescimento na zona de cartilagem hipertrófica produzem o crescimento da diáfise do osso longo.

Na zona de cartilagem calcificada os condrócitos estão mortos devido a calcificação da matriz ao seu redor.

Abaixo da zona de cartilagem calcificada ocorre uma zona de calcificação onde osteoclastos dissolvem a cartilagem calcificada e osteoblastos e osteócitos produzem uma matriz óssea que une firmemente a placa epifisária a diáfise.


Entre as idades de 18 a 25 anos as placas epifisárias dos ossos longos calcificam influenciadas pelos hormônios sexuais, estrogênio nas mulheres e testosterona nos homens. Em seu local resta somente uma linha epifisária. A partir da calcificação da placa epifisária cessa o crescimento e comprimento dos ossos longos.

27 de jun. de 2013

Lâmina de histologia: epitélio pseudo-estratificado (traquéia)



A traquéia é um órgão tubular que faz parte do tubo respiratório. Como outras partes do tubo respiratório a traquéia serve a passagem de ar. Enquanto o ar passa pela traquéia, é filtrado, umidificado e aquecido. O epitélio da traquéia é encontrado revestindo o lúmen deste órgão.

O epitélio da traquéia é um epitélio constituído por uma única camada de células cilíndricas muito justapostas. Quando observamos este epitélio ele aparenta ser um epitélio estratificado, pois possuem células de alturas diferentes e devido a disposição não uniforme dos núcleos que podem ocupar as células em diferentes alturas. Este epitélio simples que parece ser estratificado é classificado como um epitélio pseudo-estratificado.
O epitélio pseudo-estratificado da traquéia apresenta três tipos celulares: as células basais, as células ciliadas e as células caliciformes.
  • As células basais são mais baixas que as demais e não atingindo o lúmen. São células com alta capacidade de divisão celular e que se diferenciam nos demais tipos celulares do epitélio.
  • As células ciliadas alcançam o lúmen e possuem cílios na sua superfície apical.
  • As células caliciformes, também chamadas de células mucosas, são células dilatadas na sua porção apical próxima ao lúmen. São responsáveis pela secreção de muco. O muco é responsável pela retenção de partículas que entraram juntamente com o ar, tais como pó, pólen e micro-organismos. O muco é transportado em direção ao sistema digestório pelo movimento dos cílios das células ciliadas.

Este tipo de epitélio é encontrado revestindo várias partes do sistema respiratório. Além da traquéia é verificado nas cavidades nasais, laringe, brônquios e alguns bronquíolos, sendo também chamado de epitélio respiratório.


Como em todos os tecidos epiteliais, o epitélio pseudo-estratificado está conectado a tecido conjuntivo por uma membrana basal e são avasculares.

26 de jun. de 2013

Lâminas de Histologia: Tecido Conjuntivo Cartilaginoso



O tecido conjuntivo cartilaginoso é encontrado em várias partes do corpo, como por exemplo, na traqueia. É um tecido com função de sustentação, resistente e capaz de sofrer deformações e voltar à forma original, pois apresenta flexibilidade.

As cartilagens são geralmente revestidas por uma camada de tecido conjuntivo denso irregular, chamada pericôndrio. O pericôndrio externamente possui uma camada fibrosa, pobre em fibroblastos e rica em fibras colágenas e uma camada mais interna com muitas células condrogênicas e condroblastos. As células condrogênicas formam os condroblastos. Os condroblastos produzem a matriz cartilaginosa, promovendo um crescimento de fora para dentro, chamado crescimento aposicional. A cartilagem é constituída por células chamadas condrócitos que estão mergulhadas em uma substância fundamental rica em sulfato de condroitina e com fibras proteicas. Os condroblastos conforme secretam a matriz são introduzidos no interior da cartilagem e se diferenciam em condrócitos. Os condrócitos estão inseridos em espaços da matriz chamados lacunas.  Em cartilagens jovens, os condrócitos podem se dividir no interior das lacunas, contribuindo para o crescimento da cartilagem de dentro para fora, chamado crescimento intersticial. Quando dois ou mais condrócitos estão no interior de uma mesma lacuna eles são chamados de condrócitos isógenos.

Há três tipos de cartilagem: a cartilagem hialina, cartilagem elástica e a cartilagem fibrosa.

A cartilagem hialina é envolvida por pericôndrio e possui fibras colágenas do tipo II muito finas envolvidas por sulfato de condroitina, possuindo um aspecto homogêneo. A cartilagem hialina é o tipo mais comum de cartilagem no corpo humano.

A cartilagem elástica é envolvida por um pericôndrio e possui fibras colágenas do tipo II muito finas e fibras elásticas grossas que dão o aspecto mais fibroso desta cartilagem. Este tipo de cartilagem é encontrado, por exemplo, sustentando a orelha.

A cartilagem fibrosa, também chamada de fibrocartilagem não possui pericôndrio e possui uma grande quantidade de espessas fibras colágenas do tipo I. Nesta cartilagem os condrócitos estão dispostos em fileiras. A fibrocartilagem é muito resistente forma os meniscos, os discos intervertebrais, servindo a absorção de impacto e a sínfise púbica.

As cartilagens ao contrário dos demais tecidos conjuntivos são avasculares sendo nutridos pelos vasos sanguíneos presentes no pericôndrio que envolve a cartilagem.