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8 de mai. de 2014
24 de nov. de 2013
Ficha resumo - Botânica: tecidos vegetais e suas origens
Explicação do esquema: os tecidos vegetais e sua origem
1) Os tecidos meristemáticos
Meristemas são tecidos vegetais formados por células
meristemáticas. As células meristemáticas são jovens e indiferenciadas, possui volume
reduzido, forma poliédrica, parede celular fina e flexível formada principalmente
por celulose e possuem alta capacidade de divisão celular por mitose.
Classificação dos meristemas quanto à origem
a) Meristemas primários: tecidos meristemáticos derivados
diretamente das células meristemáticas do embrião ou de células indiferenciadas
derivadas deste. Localizam-se na extremidade do caule (meristema apical
caulinar), nas extremidades da raiz (meristema apical radicular) e nas gemas
laterais do caule (meristema lateral). Os meristemas primários são responsáveis
pelo crescimento em altura dos vegetais (crescimento primário).
b) Meristemas secundários: tecidos meristemáticos derivados
de tecidos adultos que readquiriram características meristemáticas. Localizam-se
no interior da raiz e caule e são responsáveis pelo crescimento em espessura do
vegetal (crescimento secundário).
Tipos de meristemas primários
Conforme as células meristemáticas primárias derivadas do
embrião se dividem elas formam novas células ainda com características meristemáticas
que formam três tecidos meristemáticos primários.
- Protoderma: camada de mais externa de células meristemáticas do embrião, dos meristemas apicais caulinares, radiculares e gemas laterais. É responsável pela formação de um tecido adulto primário chamado epiderme.
- Meristema fundamental: camada intermediária de células meristemáticas do embrião, meristemas apicais, radiculares e gemas laterais. É responsável pela formação uma região da raiz e do caule chamada córtex, formada por três tecidos adultos primários: esclerênquima, colênquima e parênquima.
- Procâmbio: camada de células meristemáticas mais internas do embrião, dos meristemas apicais caulinares, radiculares e gemas laterais. É responsável pela formação dos tecidos diferenciados, os tecidos vasculares primários: xilema primário e floema primário. Procâmbio também forma o cambio fascicular, uma camada de células localizadas entre o xilema e o floema primários.
Tipos de meristemas secundários
- Felogênio: tecido meristemático secundário encontrado no interior da raiz e do caule de plantas com crescimento em espessura (plantas lenhosas). É formado a partir de um tecido adulto chamado parênquima. Sua atividade forma externamente o súber que substitui a epiderme e internamente um parênquima chamado feloderma. O conjunto formado pelo súber, felogênio e feloderma forma uma região denominada periderma.
- Câmbio: interfascicular: tecido meristemático secundário encontrado no interior da raiz e do caule de plantas que tem crescimento em espessura (plantas lenhosas). É formado a partir de um tecido adulto chamado parênquima. Sua atividade meristemática os tecidos de condução secundários, externamente forma o floema secundário e internamente o floema secundário. O cambio fascicular também contribui para a formação dos tecidos vasculares secundários.
2) Tecidos adultos
Tecidos adultos são tecidos diferenciados derivados da diferenciação
de tecidos meristemáticos.
Tipos de tecidos adultos
a) Tecidos adultos primários: são tecidos diferenciados
originados a partir de meristemas primários.
- Tecido de revestimento
- Epiderme (formado a partir da protoderma)
- Tecidos de sustentação
- Esclerênquima (formado a partir do meristema fundamental)
- Colênquima (formado a partir do meristema fundamental)
- Tecidos de preenchimento
- Parênquima (formado a partir do meristema fundamental)
- Tecidos de condução
- Xilema primário (formado a partir do procâmbio)
- Floema primário (formado a partir do procâmbio)
- Cambio fascicular (formado a partir do procâmbio)
b) Tecidos adultos secundários: são tecidos diferenciados originados a partir de meristemas secundários.
- Tecido de revestimento
- Súber (formado do felogênio)
- Tecido de preenchimento
- Feloderma (formado a partir do felogênio)
- Tecidos de condução
- Xilema secundário (formado a partir do câmbio fascicular e interfascicular)
- Floema secundário (formado a partir do câmbio fascicular e interfascicular)
Alguns sinônimos:
- Meristema primário = meristema apical
- Meristemas secundários = meristemas laterais = câmbios
- Xilema = lenho
- Floema = líber
- Crescimento secundário = crescimento em espessura = crescimento transversal
- Crescimento primário = crescimento em altura = crescimento longitudinal
- Súber = casca
- Felogênio = câmbio da casca = câmbio suberógeno
- Plantas lenhosas = gimnospermas (pinheiros) e angiospermas com crescimento em espessura
- Tecidos vasculares primários = xilema e floema primário
- Tecidos vasculares secundário = xilema e floema secundários
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Botânica,
histologia vegetal
16 de set. de 2011
Por que plantas carnívoras precisam comer?
As plantas são organismos que produzem o seu próprio alimento (autotróficos), no entanto, alguns vegetais possuem adaptações que permitem a captura, digestão de animais e absorção de nutrientes para se manterem vivos. Estas plantas são chamadas popularmente de plantas carnívoras! O melhor seria chama-las de insectívoras!
As plantas carnívoras são fotossintetizantes, absorve água do solo, dióxido de carbono da atmosfera e utilizam a luz solar para a produção de carboidratos energéticos (glicose), ou seja, realizam fotossíntese. Mas por que as plantas carnívoras têm como estratégia de sobrevivência a captura de animais?
Estas plantas são típicas de ambientes pobres em nutrientes nitrogenados, fonte de matéria prima para a produção proteica. A captura de animais e sua posterior digestão e absorção de nutrientes é um suplemento a escassez de nutrientes nitrogenados no solo em que vivem.
Para atrair às presas, geralmente insetos, as plantas carnívoras exalam no ar substâncias atrativas, como o néctar, uma substância adocicada, altamente energética que é procurado como fonte de alimento por muitos insetos, como abelhas, moscas, vespas e formigas. Depois de atraídos, os insetos são capturados por folhas armadilhas. Em algumas plantas carnívoras a folha é uma armadilha passiva, ou seja, sem movimento, que captura as presas como um papel papa-moscas, onde o inseto pousa e é mantido preso por substâncias aderentes. Em outras plantas carnívoras, as folhas são armadilhas ativas, ou seja, com movimento. Além de substâncias voláteis de atração, substâncias adesivas para a captura, algumas plantas carnívoras produzem substâncias narcóticas que paralisam o sistema muscular dos insetos, facilitando a captura.
Veja alguns exemplos de plantas carnívoras e seus mecanismos de captura:
Dioneia
A planta carnívora muito popular entre cultivadores de plantas carnívoras. Capturam formigas, besouros, moscas e outros insetos. Atraem as presas com a coloração vermelha de uma das faces da sua folha e com o odor do néctar que produzem. No interior da folha armadilha possuem alguns pêlos eriçados, que quando tocados pelo inseto desencardiam um rápido mecanismo de movimento das folhas, que se fecham. Espinhos no bordo da folha ajudam na captura.
Cephalotus

Possui folhas modificadas, dobradas formando uma espécie de tubo com alçapão. Durante a época de floração o alçapão fecha o tubo, para que os insetos polinizadores não sejam atraídos para a armadilha. Com o alçapão aberto ela atrai pequenos insetos com suas glândulas de néctar para o interior do tubo que é preenchido por um líquido digestivo.
Sarracenia

Planta carnívora que possui folhas armadilhas alongadas na forma de um tubo, com a extremidade modificada na forma de um alçapão. Na face que reveste o tubo, há glândulas de néctar e glândulas que secretam uma sopa química que inclui conexiva, um narcótico que pode intoxicar presas da planta. A secreção de uma cera escorregadia na abertura do tubo aumenta a probabilidade de que os insetos caiam dentro da armadilha. Na época da floração a armadilha está fechada pelo alçapão, para não atrair insetos polinizadores.
Nepenthes
Esta planta carnívora possui folhas alongadas na forma de tubo com alçapão . Atraem as presas até o bordo do tubo onde elas escorregam e são mergulhadas em um líquido digestivo. Em grandes espécies deste gênero já foram encontrados vertebrados como ratos em digestão. Na época da floração a armadilha está fechada para pelo alçapão para não atrair para a captura os insetos polinizadores
Drosera
Esta planta possui folhas modificadas repletas de pelos secretores que produzem substâncias de atração, que ao mesmo tempo adere e digere os insetos. Os pêlos secretores são móveis e estimulados a se curvar ao inseto conforme este se movimenta tentando escapar.
Pinguicula

Este gênero captura sobre suas folhas pequenos insetos através da secreção de mucilagem pegajosa. Em seguida pequenas depressões se enchem com as enzimas digestivas. A refeição é mantida fresca com a produção de um bactericida que impede a decomposição, enquanto a digestão acontece.
Dicas para criar a sua planta carnívora
É muito comum comprar em floriculturas pequenas plantas carnívoras, especialmente às do gênero Dionéia. Mas muitos pessoas relatam dificuldades em criar em casa estas plantas. Vamos a algumas dicas:
1. Estas plantas são típicas de regiões pantanosas e de solo pobre, por isto nuca esqueça-se de colocar um pouco de água. Mas não use água com cloro, de preferência a água destilada ou da chuva.
2. São típicas de solo pobres, então não adube o solo com fertilizantes.
3. São fotossintetizantes, como tal, precisam de luz para fazer fotossíntese, mas não as exponha a luz solar direta.
4. Nunca forneça insetos à planta, ela produz o seu alimento pela fotossíntese, à extração de nutrientes de insetos é somente um suplemento. Forçar o disparar do fechamento da folha armadilha pode ser prejudicial à planta, pois a folha o faz poucas vezes durante a sua existência, somente quando necessário. Deixe a sua planta atrair e capturar os insetos sozinha.
5. Não descarte a planta se as folhar secarem. A folhagem é sazonal, em certas épocas do ano só permanece o rizoma presente sob o solo vivo, que no momento adequado brotará novamente. Uma boa dica é pesquisar a época de dormência e providenciar condições semelhantes a do meio natural, como quantidade de luz e água presente no meio para que sua planta dure mais tempo.
18 de jul. de 2011
Ficha Resumo Faqbio #77 – Os Cinco Reinos
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Nesta ficha resumo é mostrado a divisão dos seres vivos em cinco reinos e suas características.
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