30 de set. de 2011

O Veneno Está na Mesa - (Assista o documentário na íntegra)


O filme de apenas 50 minutos faz parte da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. Ele nos dá uma noção bem abrangente da gravidade do assunto, apontando os riscos ambientais e de saúde pública, além dos históricos interesses econômicos da iniciativa pública e privada neste setor. Este texto foi copiado de Coluna Zero



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29 de set. de 2011

Indicação: Entenda a teoria da Banheira de Carbono




Efeito estufa e aquecimento global são temas quentes (se me permitem o trocadilho, rsss) em vestibulares. Explore a partir do infográfico animado da National Geographic Brasil a teoria  da banheira de carbono. Bons estudos!  


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27 de set. de 2011

Super Zoom em uma aranha



Legenda:

C = cefalotórax
A = abdômen
Q = quelícera
P = pedipalpo
Pa = patas
O = olhos simples
F = Fiandeiras

As aranhas são artrópodes da classe dos aracnídeos. Uma aranha possui o corpo composto por cefalotórax (C) e um abdômen (A), ambos não segmentados. Ligado ao cefalotórax há um par de órgãos inoculadores de veneno, as quelíceras (Q), um par de apêndices para segurar e triturar o alimento, os pedipalpos(P), e quatro pares de patas (Pa) locomotoras.
As quelíceras (Q) são mandíbulas modificadas que perderam a função mastigatória. Cada quelícera possui em seu interior um ducto ligado a glândula de veneno e na extremidade uma garra que perfura o corpo da vítima permitindo a inoculação de veneno. O veneno das aranhas além de possuir ação imobilizante da presa possui enzimas digestivas que liquefazem os órgãos da presa. Posteriormente a aranha suga os órgãos liquefeitos.
Os pedipalpos (P) são fortes apêndices que imobilizam a presa antes das aranhas conseguirem injetar seu veneno. Nos machos os pedipalpos funcionam também como órgãos copuladores, no momento da cópula, os pedipalpos transferem um saco contendo espermatozóides, a espermateca, para o interior da abertura genital das fêmeas.
No cefalotórax podem-se observar vários olhos (O) simples (oito olhos) que apesar de serem adaptados a identificar objetos em movimento formam imagens pouco precisas do ambiente.
O corpo das aranhas, especialmente suas patas (Pa), é revestido por uma série de cerdas sensoriais, com função táctil capazes de detectar com muita sutileza  vibrações nas teias, um sinal que uma presa foi capturada.
Fig. Detalhe do cefalotórax de uma aranha, onde se pode observar com clareza as quelíceras, os pedipalpos , alguns olhos e cerdas sensoriais.

O fio de seda que compõe a teia das aranhas é produzido por glândulas sericígenas eliminados para fora do corpo por um par de tubos chamado fiandeiras (F). O fio de seda é uma proteína líquida que se torna sólida ao passar pelas fiandeiras. Com o fio de seda, as aranhas produzem um fio de locomoção, a teia de captura de alimento, impermeabiliza a toca, imobiliza o alimento e envolve os ovos em casulos protetores e produz a espermateca.

Fig. As teias não são a casa das aranhas, mas sim aparatos de captura de alimento, geralmente insetos.
Fig. Toca de uma aranha revestida por teia para impermeabilização.

23 de set. de 2011

20 de set. de 2011

Imitando para sobreviver: camuflagem e mimetismo



A relação entre a presa e o predador é uma importante força evolutiva. Entre os predadores são selecionados os mais eficientes na identificação e captura das presas. Entre as presas são selecionadas as mais eficientes em evitarem, esconder ou não despertar o interesse do predador. 

Em algumas espécies adaptaram-se a uma menor pressão de predação desenvolvendo colorações crípticas (camuflagem), que facilitam a harmonização com a cor predominante no ambiente. Em muitas populações de insetos, lagartos e cobras que vivem em regiões florestais a cor verde foi selecionada como mais vantajosa a sobrevivência e o urso polar a raposa do ártico são brancas como a neve. 
Algumas espécies desenvolveram armas bioquímicas contras seus predadores, venenos, toxinas e impalatabilidade (gosto desagradável). Este aparato bioquímico às vezes pode matar o predador, mas muitas vezes não, mas pode ensiná-lo a evitar a presa no futuro. Aves e mamíferos são exemplos de predadores que possuem alta capacidade de aprendizagem. Muitas espécies de presas venenosas, tóxicas e impalatáveis possuem em suas populações cores vibrantes predominando em seus corpos, como o vermelho e o amarelo, especialmente. São cores de alerta aos predadores que facilitam a passagem de uma mensagem: “sou aquela espécie desagradável que você experimentou uma vez e passou mal”. A presença de cores de alerta é um processo chamado aposematismo. O aposematismo é frequente em cobras, anfíbios e borboletas. Um grande número de espécies aposemáticas que vivem no mesmo local exibem padrões de coloração em seus corpos semelhantes. A explicação para isto é que a cores de alerta de uma espécie favorece outras espécies perigosas ou desagradáveis. Então posso dizer que a seleção natural favorecerá o sucesso de organismos que imitam essas cores. Este processo é chamado mimetismo. Quando uma espécie perigosa ou desagradável apresenta características que imitam outras igualmente desagradáveis temos um caso de mimetismo Mulleriano. As semelhanças na coloração de muitas espécies de borboletas é um exemplo clássico do mimetismo Mulleriano. 
Mas há espécies que não são tóxicas, venenosas e impalatáveis que apresentam nos membros da sua população o predomínio de cores de alerta. Trata-se de um caso de oportunismo evolutivo, pois, ao se assemelharem a organismos perigosos têm vantagem, pois, também tendem a ser evitados pelos predadores. Este tipo de mimetismo é denominado mimetismo Batesiano. As semelhanças entre as cobras corais verdadeiras (família Elapidae) e falsas (família Collubridae) são um exemplo de mimetismo Batesiano. 
A eficiência do mimetismo Mulleriano e Batesiano contra os predadores dependem de um equilíbrio delicado das diferentes populações envolvidas. Só pode ocorrer onde as espécies mais tóxicas ocorrem em número suficiente a permitir os encontros que providenciar a aprendizagem dos predadores. O mimetismo não se restringe somente a uma espécie imitar cores de outras. Algumas borboletas palatáveis imitam o voo de borboletas impalatáveis. 
Algumas espécies mimetizam características morfológicas de outras espécies distantes evolutivamente. O bicho-pau que imita galhos secos de árvores, em bichos-folhas as asas possuem forma e cor de folhas da vegetação, há lagartos que possuem coloração e formas que lembram folhas secas, entre muitos outros exemplos de estratégias de mimetismo para confundir seus predadores.

Referências:

19 de set. de 2011

18 de set. de 2011

Indicação de leitura: Pesquisadores de Harvard lançam novo guia alimentar - Revista Veja

Healthy Eating Plate
Questões envolvendo alimentação em vestibulares são muito comuns. Por isto estou recomendando esta leitura do site da revista veja. Acesse aqui.


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16 de set. de 2011

Por que plantas carnívoras precisam comer?


As plantas são organismos que produzem o seu próprio alimento (autotróficos), no entanto, alguns vegetais possuem adaptações que permitem a captura, digestão de animais e absorção de nutrientes para se manterem vivos. Estas plantas são chamadas popularmente de plantas carnívoras! O melhor seria chama-las de insectívoras!

As plantas carnívoras são fotossintetizantes, absorve água do solo, dióxido de carbono da atmosfera e utilizam a luz solar para a produção de carboidratos energéticos (glicose), ou seja, realizam fotossíntese. Mas por que as plantas carnívoras têm como estratégia de sobrevivência a captura de animais? 

Estas plantas são típicas de ambientes pobres em nutrientes nitrogenados, fonte de matéria prima para a produção proteica. A captura de animais e sua posterior digestão e absorção de nutrientes é um suplemento a escassez de nutrientes nitrogenados no solo em que vivem.

Para atrair às presas, geralmente insetos, as plantas carnívoras exalam no ar substâncias atrativas, como o néctar, uma substância adocicada, altamente energética que é procurado como fonte de alimento por muitos insetos, como abelhas, moscas, vespas e formigas. Depois de atraídos, os insetos são capturados por folhas armadilhas. Em algumas plantas carnívoras a folha é uma armadilha passiva, ou seja, sem movimento, que captura as presas como um papel papa-moscas, onde o inseto pousa e é mantido preso por substâncias aderentes. Em outras plantas carnívoras, as folhas são armadilhas ativas, ou seja, com movimento. Além de substâncias voláteis de atração, substâncias adesivas para a captura, algumas plantas carnívoras produzem substâncias narcóticas que paralisam o sistema muscular dos insetos, facilitando a captura.

Veja alguns exemplos de plantas carnívoras e seus mecanismos de captura:


Dioneia
A planta carnívora muito popular entre cultivadores de plantas carnívoras. Capturam formigas, besouros, moscas e outros insetos. Atraem as presas com a coloração vermelha de uma das faces da sua folha e com o odor do néctar que produzem. No interior da folha armadilha possuem alguns pêlos eriçados, que quando tocados pelo inseto desencardiam um rápido mecanismo de movimento das folhas, que se fecham. Espinhos no bordo da folha ajudam na captura. 


Cephalotus
Albany planta carnívora
Possui folhas modificadas, dobradas formando uma espécie de tubo com alçapão. Durante a época de floração o alçapão fecha o tubo, para que os insetos polinizadores não sejam atraídos para a armadilha. Com o alçapão aberto ela atrai pequenos insetos com suas glândulas de néctar para o interior do tubo que é preenchido por um líquido digestivo.

Sarracenia
Yellow pitcher plant
Planta carnívora que possui folhas armadilhas alongadas na forma de um tubo, com a extremidade modificada na forma de um alçapão. Na face que reveste o tubo, há glândulas de néctar e glândulas que secretam uma sopa química que inclui conexiva, um narcótico que pode intoxicar presas da planta. A secreção de uma cera escorregadia na abertura do tubo aumenta a probabilidade de que os insetos caiam dentro da armadilha. Na época da floração a armadilha está fechada pelo alçapão, para não atrair  insetos polinizadores.

Nepenthes
Esta planta carnívora possui folhas alongadas na forma de tubo com alçapão . Atraem as presas até o bordo do tubo onde elas escorregam e são mergulhadas em um líquido digestivo. Em grandes espécies deste gênero já foram encontrados vertebrados como ratos em digestão. Na época da floração a armadilha está fechada para pelo alçapão para não atrair para a captura os insetos polinizadores


Drosera
Esta planta possui folhas  modificadas repletas de pelos secretores que produzem substâncias de atração, que ao mesmo tempo adere e digere os insetos. Os pêlos secretores são móveis e estimulados a se curvar ao inseto conforme este se movimenta tentando escapar.

Pinguicula
Mexicana Butterwort
Este gênero captura sobre suas folhas pequenos insetos através da secreção de mucilagem pegajosa. Em seguida pequenas depressões se enchem com as enzimas digestivas. A refeição é mantida fresca com a produção de um bactericida que impede a decomposição, enquanto a digestão acontece.

Dicas para criar a sua planta carnívora

É muito comum comprar em floriculturas pequenas plantas carnívoras, especialmente às do gênero Dionéia. Mas muitos pessoas relatam dificuldades em criar em casa estas plantas. Vamos a algumas dicas: 

1. Estas plantas são típicas de regiões pantanosas e de solo pobre, por isto nuca esqueça-se de colocar um pouco de água. Mas não use água com cloro, de preferência a água destilada ou da chuva. 

2. São típicas de solo pobres, então não adube o solo com fertilizantes. 

3. São fotossintetizantes, como tal, precisam de luz para fazer fotossíntese, mas não as exponha a luz solar direta. 

4. Nunca forneça insetos à planta, ela produz o seu alimento pela fotossíntese, à extração de nutrientes de insetos é somente um suplemento. Forçar o disparar do fechamento da folha armadilha pode ser prejudicial à planta, pois a folha o faz poucas vezes durante a sua existência, somente quando necessário. Deixe a sua planta atrair e capturar os insetos sozinha. 

5. Não descarte a planta se as folhar secarem. A folhagem é sazonal, em certas épocas do ano só permanece o rizoma presente sob o solo vivo, que no momento adequado brotará novamente. Uma boa dica é pesquisar a época de dormência e providenciar condições semelhantes a do meio natural, como quantidade de luz e água presente no meio para que sua planta dure mais tempo.

Referências:

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14 de set. de 2011

Vestibulares - UFMG 2010


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Super Zoom em um gafanhoto

Explore a figura e acompanhe a descrição da morfologia externa do gafanhoto.

O gafanhoto possui o corpo dividido em cabeça (A), tórax (B) e abdome (C). A cabeça (A) possui um par de olhos compostos (3) relativamente grandes, um par de antenas (1), e três ocelos (2). Na boca há várias peças articuladas, entre elas a um par de mandíbulas (4). O tórax (B) possui três segmentos, a cada um articulas-se uma pata. As patas dos insetos possuem vários segmentos (5 a 9). Ligado ao tórax também encontramos dois pares de asas (12) que são expansões do exoesqueleto. O abdome dos insetos é composto por vários segmentos. A porção final do abdome apresenta a genitália externa, que na fêmea é o ovopositor (12). Nos segmentos do tórax (B) e do abdome há várias aberturas chamadas espiráculos que ser vem a passagem de ar para as traqueias.

A- cabeça
B- Tórax
C- Abdome

1- Antenas: órgão sensorial (táctil e olfatório)
2- Ocelos: detecta luz
3- Olhos compostos: formados por várias unidades visuais, os omatídeos.
4- Mandíbulas: peça bucal mastigatória.
5- Coxa
6- Trocânter
7- Fêmur
8- Tíbia
9- Tarso
10- Tímpano: órgão auditivo
11 - Espiráculos: aberturas para passagem de ar para as traqueias.
12 - Genitália (ovopositor)

11 de set. de 2011

8 de set. de 2011

7 de set. de 2011

Ficha Resumo – Protozooses: Amebíase


Click na Figura para ampliar

Nesta ficha resumo é mostrado  o ciclo de vida da Entamoeba hystolítica e um resumo da amebíase.
 
Acesse outras fichas resumo do FAQBIO aqui.

Apoiando este projeto


O FAQBIO através de suas postagens diárias é um projeto gratuito de apoio ao estudo de Biologia para alunos do ensino médio e vestibulandos. A unica contra partida que se espera de seus usuários é a indicação das postagens para estimular a sua manutenção. 


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Caso você conheça uma vídeo, texto, foto, etc, que possa auxiliar no estudo deste assunto envie para faqbio@globo.com. O material indicado poderá ser inserido nesta postagem.
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6 de set. de 2011

Vestibulares - UESC 2007


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5 de set. de 2011

5 Rs - 10 jeitos diferentes de reutilizar um rolha




Reutilizar um objeto já usado é ampliar a vida útil dos produtos e do aterro sanitário do seu município e economizar a extração de matérias-primas virgens. Se na sua casa há vocês apreciam um bom vinho comece a guardar as rolhas para a sua reutilização. A rolhar poder virar porta agulhar para o seu mural de recados, um mural de recados,  discos de proteção de pés de móveis, entre outras dicas.

Acesse a matéria aqui.

4 de set. de 2011

1 de set. de 2011

Indicação de site para seus estudos - Ensino de Biologia e Recursos de Aprendizagem



Nesta postagem estou indicando um site dedicado ao ensino de biologia e a recursos de aprendizagem. É um site em língua inglesa (Biology Teaching and Learning Resources) mas isto não atrapalha em nada a sua utilização. No site encontramos uma grande variedade de figuras que podem ser utilizadas para ilustrar seus trabalhos escolares de biologia. Se quiser fazer uma média com seu professor envie esta postagem para ele. Ele vai adorar. Bons estudos!



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