9 de dez de 2011

O que é o estado de choque?

Em seriados médicos é comum a cena de um paciente entrando no setor de emergência de um hospital em estado grave e após uma rápida inspeção médica ser afirmado que o paciente pode morrer, pois está em choque ou em estado choque.

Definindo o estado de choque

O estado de choque é a incapacidade do sistema circulatório de abastecer adequadamente os tecidos corporais com O2 e nutrientes, levando a falência das funções vitais se não for revertida rapidamente.

Tipos de choque e seu tratamento

O estado de choque é classificado em três tipos: o hipovolêmico, o cardiogênico e o vasodilatador.

O choque hipovolêmico


O choque hipovolêmico é decorrente de hemorragia grave causadas por traumas, como os que acontecem em ferimentos à bala, lesões por facas e acidentes automobilísticos e ulcerações. Outra causa do choque hipovolêmico é a perda excessiva dos líquidos corporais, desidratação, causada por intensa transpiração durante exercícios e diarréias. Durante este tipo de choque, é comum um grande aumento da freqüência cardíaca, uma tentativa de bombear o sangue presente no corpo de forma mais rápida para abastecer os tecidos. Várias artérias que irrigam partes não vitais a sobrevivência sofre constrição (se fecham) direcionando o sangue para onde ele é mais necessário a manutenção da vida. Para reverter este tipo de choque é urgente a interrupção da hemorragia, reposição do sangue perdido com uma transfusão e, no caso da desidratação reposição de líquidos com soros intravenosos e orais.

O choque cardiogênico

      
O choque cardiogênico é causado por problemas no funcionamento do coração. Paradas cardíacas que impedem o bombeamento do sangue, defeitos nas válvulas cardíacas que dificultam a circulação normal e bombeamento reduzido de sangue causado por arritmias cardíacas, ou seja, ritmo lento (bradicardia) e acelerado (taquicardia). Durante este tipo de choque ocorre o fechamento de várias artérias que irrigam partes não vitais, direcionando o sangue em direção aos órgãos necessários a sobrevivência. Para reverter este tipo de choque é necessário colocar novamente o coração em funcionamento, através de massagem cardíaca, uso de desfibrilador, no caso de infartos, restabelecer a vascularização sanguínea, utilizar drogas que normalizem o ritmo cardíaco, substituir válvulas defeituosas e em casos mais graves realizar transplantes cardíacos.

O choque vasodilatador
 

O choque vasodilatador tem como causa um relaxamento generalizado das artérias do corpo, provocando uma queda acentuada da pressão sanguínea dificultando a circulação do sangue. O choque vasodilatador se segue ao choque hipovolêmico e cardiogênico, quando demoram a ser revertidos e pode ser causado por sepsemia (sepse), uma grave infecção bacteriana ou fúngica. Durante o choque vasodilatador as artérias de todo corpo ficam relaxadas diminuindo o fluxo de sangue aos órgãos vitais. A reversão do choque vasodilatador é muito difícil, sendo feita com medicamentos que combatam a infecção microbiana, antiflamatórios (corticóides) e com drogas vasoconstrictoras (vasopressina)

Como reconhecer o estado de choque

 Pupila Dilatada

Embora existam vários tipos de choque, de modo geral apresentam os mesmos sinais básicos facilmente identificados: pulso rápido (aumento da freqüência cardíaca) e fraco devida a queda acentuada da pressão sanguínea. Durante o estado de choque o tecido nervoso recebe quantidade insuficiente de oxigênio e glicose, ficando sem energia para funcionar. O colapso do sistema nervoso impede a realização das suas funções, não correndo, por exemplo, uma série de reflexos neurológicos. Um dos reflexos mais fáceis de serem verificados é o reflexo da pupila dos olhos que quando iluminados com um feixe forte de luz deveria imediatamente diminuir o seu diâmetro (miose). No estado de choque elas permanecem muito dilatadas (midríase) mesmo quando estimuladas com um feixe de luz forte.

Muitas vezes o estado de choque pode ser considerado o último evento antes da morte de uma pessoa.               

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