23 de out de 2011

O que é uma pirâmide alimentar? Por que ela muda com o tempo?


As pirâmides alimentares são esquemas gráficos que recomendam os tipos de alimentos e as proporções que devem ser ingeridas diariamente nas refeições das pessoas visando à manutenção da saúde e evitando o desenvolvimento de doenças como obesidade, problemas cardíacos, câncer e diabetes.


Por que existem vários modelos de pirâmides alimentares?


As pirâmides alimentares não são padronizadas para todos as regiões do mundo, são flexíveis podendo ser adaptadas a disponibilidade de alimento em cada região, às diferentes etapas do desenvolvimento (infância, adolescência,, adultos e idosos) e ao estado de saúde das pessoas (grávidas, hipertensos, diabéticos, problemas de tireóide e cardíacos, por exemplo).


Mas mesmo  sendo variáveis dependendo da região, idade e do estado fisiológicos diferentes  pirâmides foram propostas no decorrer do tempo, sofrendo mudanças radicais em sua estrutura. Isto ocorreu por que a primeira pirâmide foi muito simplista em considerar que os lipídios deviam ser consumidos com muita restrição e os carboidratos deviam ser consumidos em abundância. aprofundamento dos estudos sobre alimentação e saúde mostraram que a pirâmide poderia ser melhorada. A seguir mostro dois exemplos de pirâmides, a primeira e uma mais recente.  

A primeira pirâmide alimentar
 
A primeira pirâmide alimentar foi proposta oficialmente em 1983 nos Estados Unidos. Ela recomendava que a alimentação de pessoas adultas deveria ser baseada principalmente em carboidratos complexos ricos em amido, massas de trigo, tubérculos, cereais, raízes e farinhas, ou seja alimentos alimentos energéticos. Diariamente deveria ser consumido várias porções de frutas e verduras, alimentos regulatórios ricos em vitaminas. Consumir com moderação alimentos de origem animal, carne bovina, suína, aves e peixes, bem como leite seus derivados, pois apesar da sua função estrutural (fonte de aminoácidos, para a produção protéica) são alimentos ricos em colesterol que se consumidos em exagero induziriam problemas cardíacos. No ápice da pirâmide os alimentos que deveriam ser consumidos em menor quantidade no dia-a-dia, óleos, manteiga e gorduras. Simplificando a pirâmide dizia: carboidratos são bons e gorduras são ruins.

A nova pirâmide alimentar



Alguns anos depois de proposta a pirâmide alimentar sofreu modificações. Os carboidratos complexos como (arroz polido, farinha de trigo refinada, farinha de milho, farinha de mandioca, batatas e raízes e doces ricos em açucares) deveriam ser consumidos com muita moderação, pois aumenta muito a glicemia e o excesso dos carboidratos são convertidos em triglicerídeos conduzindo a obesidade e, ainda pode aumentar a produção do colesterol ruim (LDL), relacionada com problemas cardíacos. Mas um tipo de carboidrato foi mantido na base da cadeia alimentar os derivados de cereais integrais (farinha de trigo integral, por exemplo). Outra mudança significativa na estrutura da pirâmide foi quanto aos óleos e gorduras. Eles foram divididos em dois grupos, os saturados presentes em produtos de origem animal como carne vermelha, queijos, manteigas e ovos que devem ser consumidos em pequena quantidade e os óleos mono e polinsaturados, especialmente os de origem vegetal como de oliva, milho e soja, que muitas vezes são benéficos ao sistema cardiovascular induzindo o aumento do colesterol bom (HDL). O consumo de alguns peixes como sardinha, ricos em uma óleo chamado Omega-3 também tiveram seu consumo incentivando por estimularem a produção de HDL (colesterol bom) benéfico a saúde do sistema cardiovascular. Aliado a recomendações alimentares a indicação de controle de peso, realização de exercícios físicos foram enfatizados como importantes fatores para a preservação da saúde . Este novo guia ainda faz referencias a liberação do consumo moderado de álcool para ajudar na prevenção de problemas cardiovasculares, algo como um ou dois copos de vinho ou cerveja por dia, especialmente o vinho.

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